Encontrámo-la no meio do lixo, da lama e das águas sujas… apertava os seus três pequeninos contra ela, como se sentisse que o mundo estava prestes a arrancá-los também. O que aconteceu a seguir era simplesmente indescritível. 😭 💔
Ela não latia, não fugia. Olhava simplesmente com olhos cansados, como se já não tivesse forças. A cadela vivia à beira da estrada, onde os carros passavam a toda a velocidade, e a poucos passos corria um canal de águas sujas. Era o seu único «lar».
Estava muito magra, exausta, mas apertava os seus cachorrinhos contra ela para os aquecer. Os pequenos estavam fracos, tremiam de fome, frio e medo. Esta cadela já tinha tido várias ninhadas. Mas muitos dos seus cachorrinhos não tinham sobrevivido. Alguns tinham sido atropelados, outros tinham caído na água suja e desaparecido. Outros ainda tinham simplesmente morrido de fome.
Ela procurava-os durante muito tempo, farejava em todo o lado, como se não percebesse para onde tinham ido. Desta vez, restavam-lhe apenas três cachorrinhos. A cada passagem de carro, eles assustavam-se e apertavam-se contra a mãe.
Nas proximidades havia também outros cães errantes, também eles mães com os seus pequenos. Viviam nas mesmas condições — no lixo, sem comida nem segurança. Às vezes tentavam encontrar algo para comer juntos. Às vezes passavam simplesmente a noite juntos, com o mesmo medo.
Todos os dias ia para a escola com o meu pai e via-os. Um dia como os outros… mas naquele dia havia preocupação nos olhos da cadela. O meu pai também o sentiu e parou o carro imediatamente.
E naquele momento… A mãe levantou-se bruscamente, com as orelhas erguidas. Os cachorrinhos começaram a ganir. O mais pequeno deu alguns passos desajeitados… diretamente em direção à beira do canal.
Estávamos aterrorizados. Ela iria conseguir salvar o seu pequenino? O que iria acontecer a seguir…
Continuação no primeiro comentário. 👇 👇 👇
A mãe correu em direção ao pequenino com todas as suas forças. Mas já era tarde demais. O cachorrinho escorregou e caiu na água suja. A mãe não hesitou um segundo. Saltou atrás dele, sem medo da corrente, da sujidade ou do perigo.
Durante alguns segundos, desapareceram na água. Estávamos paralisados. Depois de repente, ela reapareceu… segurando o pequenino entre os dentes. Pousou-o no chão e começou a lambê-lo, a aquecê-lo, a tentar fazê-lo reagir.
Mas o pequenino não se mexia. Passaram alguns segundos… nada mudou.
A mãe não se afastou. Deitou-se ao lado dele, apertando-o contra o seu corpo, como se ainda pudesse salvá-lo. Os outros dois cachorrinhos tinham-se colado a ela, a tremer. Ela não latia.
Olhava simplesmente… e ficava perto dele. Naquele momento, compreendemos a verdade mais dura. Ela já tinha perdido muitos dos seus pequenos. Mas cada vez… tentava salvá-los até ao fim. E desta vez também… não desistiu. Mesmo quando tudo já tinha acabado.