Os meus pais obrigaram-me a casar com um homem que eu não amava. Desiludida com todos, tomei uma decisão desesperada: no dia do meu casamento, fugir e pôr fim à minha vida, atirando-me ao rio. Mas nada aconteceu como eu tinha imaginado. Um cirurgião salvou-me… e quando levantou parte do meu vestido encharcado, descobriu um segredo que o deixou literalmente paralisado. 😱 😨
Mas nada correu como eu tinha planeado.
Atirei-me ao rio menos de uma hora antes do momento em que devia dizer “sim” diante de todos os convidados. A água estava gelada. A minha respiração parou antes mesmo de eu conseguir arrepender-me da minha decisão. Um instante antes, eu estava de pé na margem de pedra atrás de um velho hotel, com o véu meio rasgado e a maquilhagem a escorrer pelo rosto.
No segundo seguinte, já estava debaixo de água, com o meu pesado vestido de noiva, cujas camadas me puxavam para o fundo.
O peito ardia. O vestido enrolava-se nas minhas pernas e eu começava a perder as forças. De repente, surgiram mãos. Mãos fortes que me agarraram e me puxaram para a superfície.
Saí da água a tossir. Na margem, as pessoas corriam, alguém gritava, mas eu só via uma pessoa: o desconhecido que me salvou. Ele verificou rapidamente o meu pulso e a minha respiração.
— Consegues ouvir-me? — perguntou ele.
Mal consegui acenar com a cabeça. Depois, o olhar dele caiu sobre o meu vestido. A água tinha-o tornado pesado e ele tentou levantar ligeiramente o tecido molhado para verificar se eu estava ferida.
Mas, naquele exato momento, ele ficou imóvel. Durante alguns segundos, ficou a olhar em silêncio… depois voltou a olhar para mim. Estava literalmente paralisado. E aqui está o porquê…
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Por baixo do corpete do meu vestido, na pele, podia ver-se uma cicatriz recente de uma operação. Uma linha fina, mas nítida, impossível de ignorar. Os olhos do cirurgião reconheceram-na imediatamente.
— Isto… foi feito recentemente — disse ele em voz baixa.
Fechei os olhos. Porque aquela cicatriz era um segredo que ninguém podia conhecer. Nem os meus pais. Nem os convidados. E, sobretudo, não o homem com quem eu me ia casar.
Agarrei a manga de quem me tinha salvado e sussurrei:
— Por favor… não diga nada a ninguém…
Nesse momento, as pessoas correram na nossa direção. Entre elas estava também o homem que deveria tornar-se o meu marido. E percebi algo que me assustou ainda mais do que o rio.
O pior não era a água.
O pior era que, se ele descobrisse por que fui operada, tudo desabaria.
Algumas semanas antes, os médicos tinham-me dito a verdade: eu nunca poderia ter filhos. E o homem com quem me estavam a obrigar a casar foi escolhido precisamente por essa razão: ambas as famílias esperavam herdeiros.
Apertei a mão do cirurgião e repeti:
— Por favor… não diga nada…
Ele olhou para mim em silêncio por um momento, depois ajustou o tecido do meu vestido, escondendo a cicatriz.
— Ela simplesmente caiu ao rio — disse ele em voz alta aos outros.
Naquele momento, percebi uma coisa.
Este casamento nunca irá acontecer.

